
Um dia ao retornar a casa o cão encontra sua mãe em um canto isolado, ao perceber sua presença ela se levanta e diz: -resolveu voltar pra casa é?, e o cao todo alegre e sorridente: -sim... mas ja estou de saida, pois todas as vezes que ficamos muito tempo juntos, um dos dois sai mordido no peito! - sendo assim o cao se retira e se apronta para sair, ajeita os pêlos se despede e some...
Ao retornar a casa sua mae ja esta dormindo e o cao passa a noite em claro pensando na vida. No dia seguinte se levanta com o barrulho do pai ouvindo as reclamações da mãe sobre o mesmo e o cao ao ver aquela cena se lembra de varias outras que ocorreram antes, das vezes que foi tachado de desnaturado a maconheiro perante a familia e amigos da mesma, e as vezes, ate desconhecidos. Sem se preocupar com o que poderia acontecer o cao salta pela janela da casa e enfrenta as mentiras que a mãe contara para o pai, o mesmo o tempo todo calado assim continuou, -eu faço tudo por você e não ganho nada em troca, nem puxar o tapete pra perto da casa você pode, fica só bebendo com seus amigos maconheiros "deve usar também"(bem baixinho) - disse a mãe, o cao irritado solta o que guardava por muito tempo: -você quer que eu faça as coisas para que você posso mostrar para suas amiguinhas o que criastes, uma simples marionete que controlas para fazer teus desejos, faz o que faz por mim, para jogar tudo na minha cara depois...
-se não está satisfeito com a vida que leva pode ir juntando suas coisas e ir embora - diz a mãe
O pai assiste tudo sem latir nada...
Sem pensar muito o cao sai pegando o seus pertences: um pedaço de osso e um trapo velho, apanha tudo com a boca e sai sem olhar para tras repetindo as palavras da mãe que em uma outra ocasião havia dito: - Agora você está sozinha no mundo, já que eu era o último ser que tinhas...
E assim vai o cão sem rumo certo na vida, sem lembrar que passou a maior parte da sua vida ao lado daquela cadela que ele chamava de mãe...